Jornal: Membro da Fifa decidiu sozinho sobre revogar suspensão de Balogun

12 de Jul de 2026 - 22:30
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Jornal: Membro da Fifa decidiu sozinho sobre revogar suspensão de Balogun

O Comitê Disciplinar da Fifa, atualmente composto por 18 membros, foi responsável por revogar a suspensão automática de Folarin Balogun, dos Estados Unidos. No entanto, a decisão foi tomada por apenas uma pessoa: o presidente Mohammad Al Kamali, dos Emirados Árabes Unidos, sem consultar outros membros. A informação é do jornal The Times.

O que aconteceu

O tribunal conta com 15 membros com saber jurídico indicados pela própria entidade. O presidente é Mohammag Al Kamali, dos Emirados Árabes, responsável pela decisão de revogar a suspensão, segundo o The Times.

Conforme apurou o UOL, a Fifa tem total controle sobre o Comitê Disciplinar que liberou o atacante. Oficialmente, a entidade nega a participação na decisão da suspensão.

Os órgãos judiciais da Fifa são independentes. Eles operam de forma autônoma, aplicam o Código Disicplinar da Fifa, e decidem baseado nos regulamentos aplicáveis e os fatos específicos diante deles. A independência deles é essencial para a credibilidade e integridade do futebol, e isso tem que sempre ser respeitado. Gianni Infantino, presidente da Fifa, em posicionamento oficial

Além do envolvimento de Infantino, Donald Trump inteferiu na situação. O presidente dos Estados Unidos solicitou ao presidente da Fifa a reversão da suspensão de Balogun. Em seguida, a corte concedeu a medida que não tem precedentes na história das Copas.

Raphael Claus, árbitro brasileiro, foi o responsável pela expulsão de Balogun em EUA x Bósnia, na segunda fase da Copa.

Polêmica dentro e fora do campo

Várias entidades de dentro e fora do mundo do esporte comentaram a anulação. Andrew Giuliani, diretor executivo da força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, reconheceu que a anulação da suspensão de Balogun pode ter afetado o time nas oitavas.

Potencialmente. Não sou psiquiatra esportivo, então é difícil para mim avaliar isso. Andrew Giuliani, diretor executivo da força-tarefa da Casa Branca para a Copa, ao jornal britânico Daily Mail

Ele veio falar comigo. Eu realmente gostei disso. Não é culpa dele. Ele não é o culpado, e foi isso que eu disse a ele. Eu realmente apreciei a intenção de ele vir me ver. Eu aprecio esse jogador. Rudi Garcia, técnico da Bélgica

É difícil comentar. Não fomos bons o suficiente hoje, e não precisamos procurar outra desculpa. Não foi uma situação que afetou o grupo. Mauricio Pochettino, em entrevista coletiva após eliminação do EUA na Copa

Oliver Kahn, ídolo da Alemanha, disse que a decisão da Fifa é uma forma de "reescrever" a história do futebol. Ironizando a decisão tomada pela entidade no caso Balogun, ele pediu a anulação da suspensão de Ballack, que aconteceu na semifinal de 2002, e um novo confronto contra o Brasil.

Se estamos reescrevendo a história do futebol agora, tenho uma pequena sugestão: gostaria que a Fifa anulasse o cartão amarelo mostrado a Michael Ballack na semifinal da Copa do Mundo de 2002, aquele que o deixou fora da final. E já que estamos nesse assunto, poderíamos muito bem jogar novamente a final contra o Brasil.