Câmera de segurança em casa: como escolher sem abrir brecha para invasões

1 de Jun de 2026 - 12:15
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Câmera de segurança em casa: como escolher sem abrir brecha para invasões

Você precisa instalar uma câmera na sua casa, mas não sabe qual é a mais apropriada para o seu uso e os cuidados para evitar que outras pessoas tenham acesso. Especialistas consultados por Tilt ajudam a escolher modelos e prestar atenção nos principais recursos que devem estar ativos.

Para que uma câmera?

Maioria dos casos é para proteção patrimonial. O principal uso é a proteção residencial. Outro caso comum é o uso em apartamento, para que tutores vejam seus pets à distância ou que pessoas consigam ver se está tudo bem com algum parente enfermo.

Qual modelo escolher?

Câmera externa ou interna? Preste atenção na resistência. Como os celulares, as câmeras contam com níveis diferentes de proteção. "Se for para um ambiente externo, é necessário que seja alguma com proteção contra água, por exemplo", explica Dário dos Santos, gerente de câmeras da Intelbras.

Fixa ou móvel? Os modelos mais simples são estáticos, enquanto alguns mais sofisticados, com motor, conseguem "seguir" as pessoas da imagem com a ajuda de sensores.

Antes de escolher um modelo, pesquise sobre a marca e cheque se o dispositivo é homologado. O valor de câmeras wi-fi varia de R$ 100 a R$ 1.000. Logo, há grande variedade. Vale pesquisar o modelo antes, entender se tem algum tipo de assistência ou contato (caso haja algum problema) e também avaliações no aplicativo da câmera. Alguns aparelhos têm app com propaganda, o que não é um bom sinal, já que o app deve servir principalmente para acessar imagens. Também é importante verificar se produto tem homologação da Anatel (Agência Nacional das Telecomunicações).

A homologação é o que garante que o eletrônico atende requisitos técnicos e regulatórios. Na página da Anatel, é possível digitar o código de homologação (presente em um adesivo no eletrônico) e saber se ele passou por essa etapa. Caso não tenha, evite, pois se apresentar algum problema pode dificultar a assistência técnica.

Passo a passo: checagem de produto homologado é feita no : é necessário fazer login com a conta gov.br e digitar o número que aparece na etiqueta. Vale verificar se nome do produto corresponde ao da embalagem e se é o mesmo modelo.

Coloco em qualquer lugar?

Priorize colocar câmeras em áreas comuns. A ideia da câmera é proteger, então, para trazer benefício precisa estar em áreas externas da casa, como rua, quintal, corredor ou garagem. O uso em áreas muito privativas (como quartos e banheiros) pode violar o direito à privacidade de moradores ou visitantes. A exceção é quando câmeras são usadas para videomonitoramento de crianças, idosos ou pets.

Como configurar?

Ligue a câmera na tomada e instale o app da câmera no seu celular. Preste atenção em qual rede em que o smartphone está conectado. Os roteadores modernos contam com duas redes: uma de 2,4 GHz e outra de 5 GHz. A maioria das câmeras é compatível com a de 2,4 GHz, pois permitem conectividade em distâncias maiores.

Crie uma conta no app e comece a configuração. Geralmente, a configuração envolve escanear um QR Code ou digitar a senha da sua rede wi-fi para realizar o processo.

Troque a senha padrão da câmera. Algumas câmeras têm senhas padrão conhecidas no mercado (exemplo: login: admin; senha: admin) e elas devem ser alteradas. "Manter a senha padrão é um dos maiores riscos de segurança para dispositivos conectados, incluindo câmeras. Credenciais padrão costumam ser públicas e reutilizadas em diferentes dispositivos ou modelos", explicou Iskander Sanchez-Rola, diretor de inovação da empresa de cibersegurança Norton. Não trocar a senha facilita que pessoas mal-intencionadas consigam acessar seu equipamento. Para isso, é necessário ter senhas únicas e fortes.

Mantenha o firmware atualizado. O firmware é o "sistema" do eletrônico, e ele deve ser atualizado conforme a fabricante libera a instalação. Geralmente, o próprio app da câmera avisa quando correção está disponível. A medida impede que usuários mal-intencionados explorem falhas de segurança e invadam a sua câmera.

Como guardar gravações?

As formas mais comuns são cartão de memória e armazenamento na nuvem. Um cartão de memória consegue captar imagem contínua de alguns dias (dependendo da qualidade da gravação), se for gravação por detecção de movimento (vídeos de quando há movimento na cena), pode durar alguns meses. Já serviços na nuvem exigem uma assinatura e conexão constante à internet.

O ideal é que as pessoas tenham dois métodos para gravar as imagens. Caso um apresente falha, o outro garante a gravação do histórico de imagens. Em alguns casos, tem gente que prefere montar um DVR (Digital Video Recorder, uma espécie de central de monitoramento).
Dário dos Santos, gerente de câmeras da Intelbras

Tempo para guardar a gravação depende da complexidade. Algumas fabricantes recomendam que se guarde por até 30 dias as imagens em ambiente residencial, pois garante a cobertura de boa parte dos incidentes —como furtos ou danos.