Bolsas recuam pressionadas por petróleo em alta e acima de US$ 100
O escalada da tensão geopolítica entre os Estados Unidos e o Irã volta a provocar alta do preço do petróleo e a pressionar as Bolsas na abertura desta semana. Em Wall Street, os índices futuros recuam, na Europa os indicadores operam sem viés firme, após Ásia fechar em baixa.
O que está acontecendo
Cotação do petróleo volta a superar US$ 100 por barril. Os contratos do Brent, referência internacional para o combustível, com entregas previstas para dezembro, eram negociados com alta de 3,48% às 6h57, a US$ 100,83 por barril. A variação reverte a queda no encerramento da semana passada diante das incertezas sobre o fim da guerra no Oriente Médio.
Acordo de paz proposto pelo Irã foi rejeitado pelos EUA. O presidente norte-americano, Donald Trump, no prazo de sete dias. "Eles fizeram uma proposta, mas eu rejeitei", disse no último sábado (26) ao deixar a Casa Branca.
Tensões minimizam acordo comercial entre EUA e China. Na semana passada, as duas maiores economias mundiais anunciaram um alívio mútuo de tarifas de cerca de US$ 30 bilhões para cada lado, após encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em Washington.
Bolsas repercutem incerteza
Pré-abertura de Wall Street registra queda generalizada. Por volta das 6h56, o Nasdaq, formado pelas empresas de tecnologia, recuava 0,95%. As perdas eram acompanhadas pelo S&P 500 (-0,49%) e o Dow Jones (-0,37%), compostos pelas ações das grandes empresas e dos bancos.
Índices de Nova York fecharam a semana passada em alta. Na sexta-feira (25), o Dow Jones subiu 0,93%, aos 51.828,62 pontos, e puxou o avanço do mercado. O S&P 500 (+0,51%, para 7.743,41 pontos) e o Nasdaq (+0,48%, aos 27.068,72 pontos), também fecharam a sessão no azul.
Baixas também guiaram os principais índices asiáticos. As bolsas da China continental fecharam o dia no vermelho após a pausa de feriado. O índice Xangai Composite caiu 1,67%, aos 3.823,62 pontos, enquanto o Shenzhen Composte despencou 3,07%, para 2.400,14 pontos. O desempenho foi influenciado pela forte queda nos lucros industriais locais.
No Japão, o índice Nikkei recuou 0,73% na Bolsa de Tóquio. O indicador encerrou o dia em 65.877,62 pontos, acompanhando o clima de cautela internacional. Já o índice Kospi da Coreia do Sul recuou 2,7%. Por outro lado, o Hang Seng de Hong Kong interrompeu uma sequência de quedas e subiu 0,54%.
Na Europa, os principais índices operam com viés indefinido. O índice pan-europeu subia 0,12% às 7h21. A leve alta era acompanhada pelo FTSE 100 de Londres (+0,25%), pelo CAC 40 de Paris (+0,09%), pelo FTSE MIB de Milão (+0,01%) e pelo DAX de Frankfurt (+0,01%). Por outro lado, o IBEX 36 de Madri recuava 0,38%.