Apple turbina Siri com Google para provar que IA vale pouco sem um iPhone
(Toda semana, e conversam sobre tecnologia no podcast. O programa vai ao ar às terças-feiras no, no, no e no. Nesta semaha:; ; ; )
A Apple recorreu ao Gemini, do Google, para deixar a Siri "mais esperta" e transformar o assistente em um mordomo para os mistérios do iPhone. No novo episódio de , o podcast do para os humanos por trás das máquinas, e explicam o que muda na Siri AI e no Apple Intelligence.
A Apple aposta em fazer de sua IA uma camada de interação entre seu ecossistema de serviços, arquivos do usuário e a internet. A tentativa é reverter a má impressão das promessas não cumpridas desde o lançamento do Apple Intelligence, em 2024.
A Siri é a grande proposta da Apple para ser esse agente há mais de uma década. Agora, ganha um corpo novo, porque assume novas funcionalidades e uma inteligência maior, que é do Gemini. É bem interessante porque a Apple fala do Gemini, mas citou a palavra Google uma vez durante a apresentação inteira de mais de uma hora. E ainda coloca como "co-criamos com o Google".
Diogo Cortiz
Por trás da estratégia da Apple, há uma questão técnica associada à parceria comercial: sem precisar recorrer à nuvem, os aparelhos mais novos da Apple executam tarefas com IA internamente, graças à tecnologia do Google.
Será que eles estão 100% dependentes do Google ou não? Acho que eles também estão desenvolvendo modelos menores para rodar local, porque tem uma série de funcionalidades que só vão rodar no iPhone 17 para cima, por causa dos chips mais avançados. Se der certo essa integração, a Apple vai criar uma camada de interação com essas inteligências artificiais e talvez as pessoas fiquem mais ali, sem recorrer a todo momento a um chatbot
Diogo Cortiz
A Siri passa a agir como "mordomo" do iPhone, diz Helton: além de explicar funções escondidas do sistema, integrar tarefas entre os diversos aplicativos e responde em linguagem natural, com base no que está guardado no aparelho.
A Siri virou um aplicativo standalone, que funciona mais ou menos como um ChatGPT. Só que, em vez de só olhar para a internet, a Siri vai olhar para o que você tem armazenado no seu celular. Você vai poder perguntar coisas contextuais, falando do jeito que você fala, sem se preocupar com regras gramaticais. Por exemplo: onde está tal documento, e descrever o que tem nesse documento. O Apple Intelligence é o ecossistema que funciona por trás de tudo que roda no iPhone, no Mac, no iPad. Todos os aplicativos vão ter alguma função de inteligência artificial e eles vão beber do Apple Intelligence, e a Siri vai fazer esse papel de meio de campo, coordenando as várias funções.
Helton Simões Gomes
Até chegar a esse momento, a atuação da Apple com IA foi marcada por "fiascos" de execução: uma Siri mais inteligente que não rolou, ferramentas de edição de fotos que falharam e resumos de notificações que inventam informações.
Ainda que as expectativas tecnológicas tenham sido frustradas, os resultados financeiros superaram os prognósticos, o que mostra a força do ecossistema: com o iPhone 17, a Apple bateu recorde de vendas ao atingir US$ 85 bilhões em 2025 e chegou a uma base instalada de 2,5 bilhões de dispositivos.
A Apple ganha dinheiro vendendo aparelho, mas ganha dinheiro também vendendo soluções que conectam esses aparelhos. Agora, ela viu a inteligência artificial como essa ponte entre os aparelhos e as pessoas. Ela está tratando o Google como um 'white label' da tecnologia: você pega uma IA na prateleira, bota a sua etiqueta e vende para a gente várias vezes mais caro, porque o que ela está vendendo não é o serviço do Google, é a experiência Apple. E ela precisa dessa confiança para ter acesso aos seus dados, para que esses serviços pareçam que eles conhecem integralmente você.
Helton Simões Gomes
Como as pessoas "vivem" no celular, a Apple consegue construir uma camada de dados que outras IAs não acessam sem que o usuário envie manualmente mensagens, fotos ou arquivos para um chatbot, diz Diogo.
Os dois, porém, colocam um freio na empolgação: a estratégia pode ser "nota 10", mas a experiência real ainda precisa se provar quando as novidades chegarem ao iPhone, o que vai ocorrer em setembro deste ano.
No alvo dos EUA, Pix joga no colo das big techs mais 60 mi de brasileiros
O Pix entrou no radar do governo dos Estados Unidos como argumento para impor tarifa adicional de 25% sobre produtos importados do Brasil. Enquanto isso, empresas norte-americanas encontram no meio de pagamento mais amado pelo brasileiro um motivo para sorrir. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes explicam como o Pix abre as portas das big techs a pessoas que não podiam contratar seus serviços.
A discussão passa pela mais nova modalidade, o Pix Automático, que completa um ano em 16 de junho. Criado para realizar pagamentos periódicos a empresas prestadoras de serviço, a modalidade cai como uma luva para assinaturas digitais. Essas opções estavam abertas, até pouco tempo atrás, apenas a quem tinha cartão de crédito ou conta corrente. Isso inclui streaming de vídeo e música, software, chatbots de IA. Todos serviços dominados por empresas americanas.
Se o Pix tem 170 milhões de usuários, no Brasil ainda há 60 milhões de pessoas sem cartão de crédito. E todos esses serviços que eu falei necessariamente precisam de um cartão para você usar. O Pix automático tende a trazer essas pessoas que já usam Pix, mas não usam serviços digitais, porque não têm cartão.
Helton Simões Gomes
A Meta quer transformar o WhatsApp em um balcão de atendimento com robôs que conversam como gente. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam como os agentes de IA estão prestes a invadir o aplicativo mais usado pelo brasileiro para mudar de vez as conversas por lá.
A novidade mira qualquer tipo de empresa, mas cai como uma luva para as de pequeno porte -de lojas e consultórios a escritórios. Elas contarão com automação de respostas, recomendações e até vendas dentro do app. A promessa é reduzir a dependência de humanos e fazer atendimentos 24 horas por dia.
A Meta anunciou recentemente um novo serviço, que é o Meta Business Agent. Basicamente, é um novo agente de inteligência artificial focado no meio comercial. A ideia é que você consiga automatizar melhor as suas interações nesses serviços de mensagem. O foco é o WhatsApp, mas ele vai estar disponível também para o Messenger e no Instagram. Esse agente vai permitir que você atenda o seu cliente, dê uma resposta melhor, recomende produtos, qualifique um lead e depois passe, por exemplo, para um vendedor humano. Ele pode, inclusive, fechar vendas dentro do próprio WhatsApp.
Diogo Cortiz
Amantes miram no amor e criminosos acertam no bolso: como driblar o golpe do falso namorado?
Nos dias anteriores e posteriores à data mais esperada pelos românticos, a temporada do golpe do falso namorado chega ao auge.
Neste no episódio de Deu Tilt, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes contam como o Dia dos Namorados faz criminosos esfregarem as mãos para tirar dinheiro de quem só está em busca de um amor para chamar de seu.
A dupla explica quais são os sinais de que a promessa de relacionamento é cilada, como se prevenir e conta casos de gente que ficou de coração partido —e perdeu milhares de reais.
DEU TILT
Toda semana, e conversam sobre as tecnologias que movimentam os humanos por trás das máquinas. O programa é publicado às terças-feiras no e nas. Assista ao episódio da semana completo.