A melhor seleção do mundo x a crise do Brasil
A terceira vitória da Espanha sobre a Inglaterra, em Wembley, em quase cem anos de confrontos, completa também 40 partidas oficiais dos espanhóis sem sofrerem derrotas. A maior sequência invicta da história das seleções nacionais, esta de 39 partidas incluindo amistosos, começou depois de uma derrota para a Colômbia, também em Londres, mas no estádio olímpico, do West Ham, o London Stadium.
Trinta vitórias e nove empates, sequência iniciada nos 3 x 3 contra a seleção brasileira, de Dorival Júnior, em 2024. Desde então, o Brasil teve 34 partidas e seis derrotas. Para chegar a 39 partidas, como a sequência atual dos espanhóis, é preciso somar todo o trabalho de Carlo Ancelotti (18 partidas), de Dorival Júnior (16 jogos) e cinco das seis partidas de Fernando Diniz.
O total dará 18 vitórias, 12 empates e 9 derrotas.
Não é ciência exata, mas uma parte do problema da seleção brasileira é a absoluta falta de convicção. A sociedade do futebol que não acredita em nada, nem ninguém, que elogia Fernando Diniz quando vence, aplaude o técnico estrangeiro com qualquer passaporte e, depois, usa palavras de ordem para, de modo panfletário, indicar o incômodo.
Ancelotti precisa ser a ponte para o futuro, inclusive para montar uma geração de novos treinadores brasileiros. Não pode ser como Rubén Magnano, campeão olímpico pela Argentina, que chegou e saiu do basquete brasileiro sem deixar vestígios. Julgava-se que o Brasil tinha craques na NBA e não tinha treinadores para montar um time competitivo.
Dezesseis anos depois, o Brasil não tem craque nem time capaz de brigar por medalha olímpica.
O futebol do Brasil precisa de trabalho. Muito.
Opinião
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL