Como funcionam os drones com câmera térmica usados em julgamento de Moraes

15 de Set de 2026 - 13:00
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Como funcionam os drones com câmera térmica usados em julgamento de Moraes

O STF (Supremo Tribunal Federal) realiza hoje a sessão que vai analisar a possível abertura de investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes. O evento inclui forte esquema de segurança integrado que contará com drones com câmera térmica.

A transmissão será feita ao vivo pelo UOL, na íntegra, pelo YouTube e também pelo Canal UOL, na televisão.

O que aconteceu

Os drones térmicos captam o calor emitido por qualquer corpo ou objeto, e não a luz visível como faz uma câmera comum. Segundo a empresa chinesa Dji, maior fabricante de drones do mundo, seu sensor converte essas diferenças de temperatura em um "mapa térmico" visual, onde áreas mais quentes destacam-se em cores fortes (como vermelho, laranja ou amarelo) e regiões mais frias aparecem em tons mais escuros (azul ou roxo).

Como detecta calor corporacional, o drone térmico funciona com a mesma eficácia de dia ou durante a noite e consegue enxergar através de obstáculos visuais leves, como folhagens e fumaça. Além disso, segundo a The Drone U, plataforma líder de treinamento e capacitação profissional para pilotos de drones, ele cobre grandes extensões de terreno em questão de minutos de forma silenciosa e remota, oferecendo consciência situacional em tempo real para os agentes de segurança sem expor os policiais a riscos desnecessários em terra.

No contexto do julgamento, os drones térmicos permitirão vigiar áreas externas, perímetros de prédios públicos e grandes multidões, identificando instantaneamente a presença e a movimentação de indivíduos. Em eventuais situações de risco, a tecnologia ainda possibilita detectar pessoas escondidas atrás de barreiras, vegetação ou veículos, rastrear invasores em potencial e monitorar pontos de aglomeração para prevenir distúrbios, garantindo que as equipes em solo recebam coordenadas exatas para atuar preventivamente.

O planejamento de segurança do julgamento será realizado de forma integrada entre: Secretaria de Polícia Judicial do STF, Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, Comando Militar do Planalto, Forças Armadas, o GSI (Gabinete de Segurança Institucional), a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e as forças de segurança do DF. A atuação conjunta, segundo nota divulgada pelo STF, inclui compartilhamento de inteligência, avaliação de riscos, definição de efetivos, revistas, bloqueios e restrições do espaço aéreo, além do monitoramento dos drones térmicos da Polícia Militar do Distrito Federal.

O acesso ao Plenário é restrito a pessoas credenciadas. Todos os pontos de entrada terão portais detectores de metais e equipamentos de raio-X. Celulares serão colocados em sacolas de segurança lacradas e deverão permanecer desligados, e a Esplanada dos Ministérios estará fechada na altura da Alameda das Bandeiras. A imprensa credenciada acompanhará a sessão da marquise.

O que o STF vai analisar?

Os ministros vão decidir se deve ser aberta uma investigação sobre Alexandre de Moraes. O caso envolve elementos reunidos pela Polícia Federal sobre a relação do ministro com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A sessão não vai julgar se Moraes é culpado ou deve ser condenado. Uma eventual decisão pela abertura da investigação permitiria o aprofundamento da apuração sobre os fatos e não representaria, por si só, uma condenação do ministro.

O caso envolve mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro. O conteúdo faz parte dos elementos que serão analisados e está relacionado à apuração sobre a relação entre o ministro e o banqueiro.

A sessão foi marcada pelo presidente do STF, Edson Fachin. Ele é o relator do caso e será o primeiro ministro a apresentar seu voto antes da manifestação dos demais integrantes da Corte.

Como será o rito de julgamento

A sessão será aberta pelo presidente, ministro Edson Fachin. Após a abertura dos trabalhos, que está marcada para as 10h, Fachin pedirá a leitura e a aprovação da ata da sessão anterior. Em seguida, fará saudação de praxe aos outros ministros.

Logo depois, o presidente fará o pregão do processo de julgamento. O relator da PET 16.662, que também é Fachin, vai ler o relatório e fazer a delimitação do objeto do julgamento.

Na sequência, o presidente pedirá a manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República). Ela deve ser representada pelo próprio chefe do órgão, Paulo Gonet. Em seguida, será aberto o espaço para sustentações orais, momento em que deve haver a manifestação do ministro Alexandre de Moraes.

Encerradas as manifestações, o relator apresentará seu voto. Em seguida, votarão os demais ministros, na ordem regimental — do mais novo na corte para o mais antigo. Ao final do julgamento, o presidente proclamará o resultado.