Adeus, Deepseek: Doubao e Kimi, líderes na China, já batem IA da Anthropic
(Toda semana, e conversam sobre tecnologia no podcast. O programa vai ao ar às terças-feiras no, no, no e no. Nesta semana: ; ; ; )
Pouco mais de um ano depois de o DeepSeek "mudar os parâmetros" do que parecia necessário para treinar IA, outros modelos chineses entram no radar ao disputar espaço com o Claude, da Anthropic, e ao dominar o dia a dia do maior mercado consumidor de tecnologia do mundo.
No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes explicam por que o Kimi, da Moonshot, virou alternativa competitiva em custo à IA do momento nos Estados Unidos e como o Doubao, da Bytedance, virou a estrela dos celulares na China.
O Claude trouxe uma nova perspectiva desde o fim do ano passado, do ponto de vista de criação de coisas: prototipar um aplicativo, gerar código, fazer apresentações. Só que ele tem um custo absurdo. O Claude consome os tokens muito rápido e, se você está usando API, vem uma conta no fim do mês, um boletão que fica difícil de pagar. Então, o que muitos desenvolvedores começaram a olhar é para outros modelos. A China tem um catálogo muito grande, mas um modelo que está se sobressaindo é o Kimi.
Diogo Cortiz
A Moonshot fez avanços não só nas capacidades do modelo, mas também nas ferramentas acopladas à IA para tarefas específicas, chamadas no jargão técnico de "arreios" ou "harness".
Enquanto o Kimi aparece mais na camada empresarial, o uso popular na China passa por outro nome: o Doubao, criado pela ByteDance, dona do TikTok e do Douyin (a versão chinesa do app).
Eu acabei de voltar da China, e as pessoas usam o Doubao para tudo, para resolver todos os perrengues delas, tirar dúvida, gerar conteúdo, criar imagem. Doubao é a saída, até porque ele está integrado nesses super apps, e o TikTok chinês é um deles.
Diogo Cortiz
A ByteDance já mira o mercado fora da China com uma versão internacional, o Dola. O aplicativo antes chamado de "Cici" já ganhou campanhas, com foco especial na Europa.
Na parte final do episódio, Helton comenta que ainda não houve um "momento Kimi" ou um "momento Dola" no Brasil, o que pode mudar se esses modelos irem além da China, algo que não está no horizonte.
Isso deve ficar por conta da nova versão do Seedance, outro modelo da ByteDance, que promete estabelecer novas fronteiras da IA para audiovisual.
Por que o ChatGPT não fará você ganhar o bolão da Copa do Mundo
Com a Copa do Mundo prestes a começar, está declarada a temporada dos bolões -e muita gente vai tentar terceirizar o palpite para chatbots de inteligência artificial. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes explicam por que o ChatGPT não fará você ganhar a competição de pitacos. Mas há uma IA improvável que costuma acertar os resultados do confronto mundial.
Ferramentas de IA baseadas em texto podem até soar convincentes na narrativa, mas não fazem o tipo de conta que realmente pesa numa previsão esportiva: simular partidas com estatísticas e dados de desempenho de times e jogadores.
O ChatGPT não serve para isso. Ele pode dar uma dica ou outra. Ele é um processador de texto, um modelo de linguagem. Para te dar essa resposta, ele vai processar textos escritos por outras pessoas: palpites, posts, análises. Mas ele não trabalha necessariamente com as estatísticas do jogo, nem faz simulação. Ele não está olhando individualmente para cada jogador, nem processando a estatística de um time contra a de outro. Ele está processando o que já foi publicado. Se você é totalmente leigo, pode te dar umas dicas.
Diogo Cortiz
Token Maxxing: nova febre eleva gasto com IA e gera saudade de demitidos
Uma nova febre do Vale do Silício tenta transformar gasto com IA em sinônimo de produtividade: quanto mais tokens um funcionário consome, mais ele é visto como eficiente. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes explicam como essa lógica já começa a aparecer em empresas e pode se espalhar para além da tecnologia.
A onda ganhou um nome -Token Maxxing- e tem efeitos colaterais: custos que explodem, pressão por desempenho e um debate sobre se faz sentido medir trabalho só por volume de processamento. Em alguns casos, a conta começa a rivalizar com o custo de contratar gente.
'Token Maxxing' é essa febre do Vale do Silício de produzir muita coisa com inteligência artificial, mas produzir de maneira insana mesmo. A palavra 'token' vem de como a inteligência artificial processa e como ela te cobra: por meio de tokens, que é uma palavra ou pedacinhos de palavra. Surgiu essa febre de eu colocar inteligência artificial para produzir, e eu vou contabilizando quanto de token eu processei. Isso está virando um sinônimo de produtividade: as pessoas começam a competir para ver quem produziu mais por meio da quantidade de tokens que ela processou.
Diogo Cortiz
Pena para golpe digital sobe: veja 7 dicas para blindar sua vida virtual
A pena para golpes online subiu no Brasil, e a discussão agora encosta também nas plataformas digitais onde as fraudes circulam. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes explicam o que mudou na lei e como se proteger.
Os apresentadores descrevem uma "epidemia" de golpes digitais, com tentativas por ligação, sites falsos, e-mails fraudulentos e clonagem de aplicativos. Eles também listam sete passos para reduzir a exposição de dados, limitar prejuízos em caso de roubo de celular e juntar provas para responsabilizar criminosos.
Foi uma reforma do Código Penal que passou no finalzinho de abril e endureceu as penas para quem cometer golpes online no Brasil. [...] A pena para quem for condenado por esses crimes vai de quatro a oito anos mais multa
Helton Simões Gomes
DEU TILT
Toda semana, e conversam sobre as tecnologias que movimentam os humanos por trás das máquinas. O programa é publicado às terças-feiras no e nas. Assista ao episódio da semana completo.