A encruzilhada de Luiz Fux no vetos às Bets
O entendimento no final da semana passada era de que quanto maior o número de clubes que entrassem com reprentações a favor da Ação Direta de Inconstitucionalidade no veto às casas de apostas esportivas, maior seria a chance de o ministro do STF, Luiz Fux, conceder liminar. Entraram 21 clubes, ao todo.
Considera-se o número relevante.
A Advocacia Geral da União havia considerado, em primeira análise, que o período de proteção transcorreu sem que houvesse a devida proteção. Luiz Fux tem até terça-feira para ler a alegação da Advocacia-Geral da União (AGU).
Luiz Fux não está necessariamente alinhado ao que se convenciona chamar de "bancada do Lula" no STF. Não é que essa bancada exista. Lula indicou quatro dos dez ministros: Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Flávio Dino e Cristiano Zanin. Jair Bolsonaro indicou André Mendonça e Kássio Nunes Marques. Dilma Roussef indicou Luiz Fux e Edson Facchin. Fernando Henrique Cardoso indicou Gilmar Mendes. E Michel Temer indicou Alexandre de Moraes.
Informação é a coisa mais moderna deste mundo moderno e, muitas vezes, ela passa despercebida de grande parte da sociedade. Pergunte num botequim quem indicou Moraes.
Mas a percepção do STF político só aumenta na sociedade e isto é inegável. Luiz Fux faz parte deste processo.
Como agente político num tribunal político, ele vai atender ao clamor dos clubes, da sociedade, do governo ou as três coisas se misturam? As casas de apostas saem do ar às 23h59 desta segunda-feira, de acordo com a Medida Provisória assinada pelo presidente Lula.
Na quarta-feira, a rodada da Série A já terá camisas limpas. Na terça, jogos da Série B também terão.
A não ser que o ministro Luiz Fux conceda a liminar que os clubes tanto desejam. Se acontecer, deve ser na terça ou na quarta-feira, o que vai aumentar a confusão.
Opinião
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